Deve ter sido duro. Deve pois. Hoje entendo-te. Não falo do facto de eu ter ido para longe e tu não conseguires controlar os ciúmes, mas sim do facto de eu ter estado longe e ter estado isso mesmo, longe. Passas-te por isto sete dias, e agora sou eu que estou a passar pelo mesmo mas por quatro dias apenas e mesmo assim parecem-me 40, ou 400, ou 4000 dias.
Não estou a ser fraca, estou apenas a ser franca. Contigo aqui, na minha cidade, mesmo tu não estando à minha beira, eu sentia como se estivesses porque era só atravessar a rua, mandar uma mensagem, carregar no botão verde do telemóvel e tu estavas aqui.
Agora não, tenho de esperar, há uma hora marcada para esta distância acabar e eu odeio isso. Odeio saber que tenho de esperar até tal data, até tal hora... Prefiro que tudo aconteça quando eu menos esperar, porque quando eu tenho de esperar a espera torna-se mais longa e difícil de suportar.
Estou sufocada e no entanto tenho quilómetros a separar-nos.
Que nostalgia, anda embora e tira-me isto do peito.
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