segunda-feira, 6 de junho de 2011

Meu anjo, meu sonho, meu mar

Hoje é um dia vulgar como tantos outros, se calhar até mais chato. Em primeiro lugar é dia seis, seis é número par, e eu não gosto de números pares. Em segundo lugar é segunda-feira e quem é que gosta de segundas-feiras? E como se já não bastasse, é a transição de domingo (o pior dia da semana) para segunda (o segundo pior dia da semana).
No entanto, conheço uma pessoa que consegue neutralizar todos esses pontos negativos. Chama-se Gabriella. Mais uma vez, em primeiro lugar, eu e ela somos uma par perfeito, ela é das únicas pessoas com quem não me importo de conjugar algo a pares. E em segundo lugar, ela costuma dormir sempre em minha casa na transição de sábado para domingo, o que torna o meu domingo fantástico.
Eu e ela nunca fomos aquele tipo de amigas que mostra o que sente uma pela outra a olhos vistos, é preciso observar cada gesto ao pormenor. Mas mesmo assim, ninguém entende como é que a diferença de idades não nos separa.
Só que é muito simples, eu já passei por tudo o que ela está a passar e ela sabe que eu estou a passar por aquilo que ela um dia também vai passar. Os problemas não nos atingem, compreendemos-nos mutuamente e vivemos assim. E vivo muito bem, com ela ao meu lado ou ao lado de outra pessoa qualquer, eu sei que no coração dela há um espaço com o rótulo de "Deisylaine" que por mais pequenino que seja, eu caibo lá dentro e lá dentro há lembranças de 5 anos, lembraças lindas que me fazem chorar.
Espero solenemente que ela saiba que rezo todos os dias para poder olhar para dentro do seu coração e para sempre poder chorar. Chorar de orgulho.

PARABÉNS IRMÃ

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