Provavelmente nem olhas-te para a data hoje mas não importa, sabendo que antes eu ficava tremendamente chateada contigo, hoje acho uma mais valia, pois tornou-se algo comum.
Agora, é normal sabermos que ambos temos um ao outro e que o nosso companheirismo é contínuo, por isso perdes a conta e já nem ligas.
A continuidade é o que melhor sabemos fazer, com ou sem discussões, acabamos sempre por fazer o mesmo, continuar e continuar.
Este companheirismo é raro e para mim é mais do que as palavras podem descrever e mais do que um poeta consegue expressar. Com a dor de pensar, como dita Fernando Pessoa. É um companheirismo que foge à regra dos poetas, pois é impossível pensar nele com dor, ou escreve-lo com dor, e como prova disso, informo-te que estou a escrever isto a sorrir.
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