«Nessa noite, deitados nos braços um do outro a escutar o mar e o vento, desejou ser capaz de traduzir em palavras o que sentia por ele.
O amor compreendia tantos graus diferentes de emoção. Sentira amor pelo pai, por Giles e por Lily, por Tabitha (...) Depois, claro, o amor romântico por Flynn, Giles e agora James. Com cada um, parecera que nada podia ser mais forte nem mais intenso mas, olhando para trás, a paixão que experimentara por Flynn não era comparada com Giles e os seus sentimentos por James ultrapassavam de longe as duas experiencias anteriores. Os poetas falavam do desejo de morrer se não pudessem ter a pessoa amada, mas ela achava este sentimento débil. O amor era enriquecedor, devia ser guardado no coração com orgulho, mesmo que a pessoa amada morresse ou nos fosse arrebatada.
No entanto, sabia que era fácil ter tão nobres pensamentos na segurança dos braços do amante, sabendo que o coração e o espírito dele estavam em sintonia com os seus. (...)
Ainda havia luz suficiente do fogo para lhe ver a cara; ele estava a olhar para ela, quase como que a ler-lhe o pensamento e a concordar com todas as reflexões.(...)
- Amo-te - murmurou ela. - Não imaginas a que ponto.
- Em breve, quando estivermos juntos para sempre, será que continuaremos a estudar a cara um do outro, tentando ler o pensamento um do outro? - disse ele.
- Talvez nessa altura já não seja preciso - sussurrou ela.
Ele tomou-a nos braços e apertou-a firmemente e ela percebeu que ele estava a chorar em silêncio.»
page 664/665, in Segue O Coração - Não Olhes Para Trás by Lesley Pearse
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