segunda-feira, 15 de agosto de 2011

16 de Agosto de 1993

Neste dia, encontrava-me do outro lado do atlântico no Brasil, a chorar talvez por não me darem o biberão a horas, a dar gargalhadas porque a minha mãe estava a brincar comigo, a dormir bem aconchegada, ou a olhar para as pessoas, coisas e tudo o que me rodeava não entendendo nada.
Neste dia, encontravas-te do outro lado do atlântico em Portugal, a gritar e a chorar por te terem tirado de um sítio tão sossegado.
Neste dia, mesmo sem eu saber, a minha felicidade nasceu. Gosto de acreditar que no exacto momento em que o ar entrou nos teus pulmões pela primeira vez e se ouviu o teu primeiro choro, eu sorri inconscientemente. Que de alguma maneira bizarra eu senti um calor no meu coração que me aqueceu a alma e fez-me adormecer feliz e inocente. Acredito também que adormeci com um sentimento de «já está», «já posso descansar», «agora é só esperar».
Hoje, partilhamos dessa felicidade juntos, vivemos juntos e respiramos juntos.
Hoje, nem és tu quem festejas, mas sim eu. Festejo a tua existência, e principalmente o facto de te ter encontrado a tempo.
Hoje, é um dos dias mais felizes da minha vida. Amo-te. Feliz aniversário, meu Marco.

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