domingo, 17 de julho de 2011

Força

Pergunto-me às vezes se sou a única pessoa no mundo que se preocupa com coisas que não devia, ou que se calhar devia mas nem tanto.
Tantas vezes que disse «não aguento mais», «estou farta» mas a verdade é que aguento mais sim, e não estou farta de nada. Sou forte e paciente. Rio uma vez e choro duas. Mas sou forte.
Consigo fingir que estou bem mesmo sentindo o universo desabar sobre mim, é por isso que digo que sou forte, muito forte.
Se me derem um soco eu sou capaz de cair no chão e sorrir. Podem-me dar pontapés que eu sou capaz de dar gargalhadas. Se me derem um estalo acho que dou um abraço a quem mo deu. E ainda, se me puxarem os cabelos até ao chão eu acho que vou agradecer.
Mas se te tirarem de mim, eu vou chorar que nem uma criança que vai para o seu primeiro dia de aulas na vida.
Sim tu, Força, és tu quem me dá vontade de cair, levantar, tropeçar, vencer, gritar, chorar, sorrir, desistir, ir em frente, olhar para trás, dormir, pensar no dia de amanhã que vai ser mais aborrecido do que o de hoje, pensar naquela festa que nunca mais chega, voltar a chorar porque algo correu mal, voltar a tentar e lutar porque os meus amigos me obrigam, abraçar a quem precisar, pedir abraços de quem preciso, esperar, acreditar e viver.
Penso em tanta coisa, sou tanta coisa ao mesmo tempo, personifico-me em tantas coisas, imagino-me na situação de tanta gente, sonho tão alto, mas é isso que me faz feliz.
Tu, minha Força. Tu que cuidas sempre de mim, tu que me fazes chorar tanto quando eu penso que te vais embora.
Minha Força, sem ti não existo, sem ti não dá, sem ti é impossível, minha Força, és tu Marco.

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